A tirinha da semana - 71

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Nosso primeiro encontro!

Por Camila Dias

Olhando atentamente para não perder nenhum detalhe dos sites

Olhando atentamente para não perder nenhum detalhe dos sites

Saudações leitores!

Antes que vocês comecem a estranhar minha presença aqui, vou me apresentar e contar o motivo do meu “aparecimento”. Sou Camila (”Mi” quando o Flavio me chama ou “Pi” nas palavras de Logan). Com certeza você me conhece de algumas fotos e dos quadrinhos postados aqui às quintas-feiras. Também sou a mãe daquele serzinho que chegou em nossas vidas em 30 de janeiro deste ano (conforme vimos pela primeira vez neste texto), e que hoje, quase seis meses depois, já pinta e borda do colo do irmão mais velho e loiro. Ah, sim: para que não fiquem dúvidas ou malentendidos, conforme já foi explicado em algumas tiras e textos, não sou a mãe do Logan.

Ultimamente o Flavio, que costuma escrever os  Logan´s Weekends, tem andado com pouquíssimo tempo para novas postagens (exceto no que diz respeito às tirinhas), então, para que vocês não percam nenhum detalhe, comprometi-me a contar, à partir de hoje, como tem sido nosso Logan´s Winter Vacation 2010 mostrando, com muitas fotos, todas as coisas fofas que ele anda aprontando aqui em casa. Espero que este seja o primeiro de muitos de nossos encontros!
Há pouco mais de uma semana, Flavio pegou-me no trabalho e, de lá, fomos até a escola do Logan, buscá-lo. Ao chegarmos, a direção nos chamou para bater um papo e contar todas as peripécias do guri. Ouvíamos tudo atentamente, enquanto aguardávamos o baixinho chegar com sua habitual simpatia, distribuindo sorrisos, beijos e abraços. Na longa lista de graças e fofuras relatadas pela diretora, uma em especial me chamou atenção: “ele adora o computador, já saber ligar/desligar, reiniciar..”. Fiquei lembrando de quando ele começou a fazer isso aqui em casa.

Divertindo-se com o Dinotrem no site do Discovery Kids

Divertindo-se com o Dinotrem no site do Discovery Kids

Parece que foi ontem (maio pra ser exata) que Logan se interessou em jogar o Jecripe (lembram?). No início, era uma aflição vê-lo tentando coordenar a mãozinha no mouse, clicar no lugar certo para jogar ou para ouvir as musiquinhas. Dava vontade de fazer por ele mas, como Flavio dizia: “a vontade de ajudar é enorme, porém a nossa parte aqui é ensinar e deixar ele se esforçar pra conseguir fazer sozinho, do contrário o estímulo fica pela metade”.

Por conta da dificuldade inicial, ele se cansava rápido do computador e procurava outras formas de se manter entretido como, por exemplo, subir as escadas (e depois, descer as escadas, correr para a TV, apontar para a prateleira de DVDs querendo ver um filme e pedir “esse” - assim que ele decidir com certeza qual é o DVD que responde por “esse” nós postamos o nome aqui) .

Em junho, ele já estava mais seguro e clicando com precisão no mouse para comandar o jogo conforme sua vontade. Logicamente, como toda a criança, Logan começou a sentir necessidade de enfrentar novos desafios, uma vez que o Jecripe já estava sendo dominado até de olhos fechados.

Foi aí, que eu abri o navegador, coloquei no ótimo site do Discovery Kids onde há um menu horizontal que vai mostrando os personagens dos desenhos que passam no canal. O loirinho ficou maravilhado com a presença de TODOS seus ídolos em um só espaço, ele ia clicando, apontava e dizia o nome: Franklin, Caillou, Miss Spider - com uma pronúncia toda própria no linguajar dele, claro, mas totalmente compreensível pra nós!

Mais alguns meses e essa duplinha dará muito "trabalho" :-)

Mais alguns meses e essa duplinha dará muito "trabalho" :-)

Agora, em julho, apenas dois meses depois de sua iniciação no mundo da internet e dos jogos, Logan, por observação, aprendeu tudo: liga e desliga o computador, abre e fecha o navegador… as fascinações atuais são os jogos interativos do site do Discovery, ele já abre todos, joga todos, sem ler, sem a gente ensinar!
Essa semana, no próprio navegador, havia um link para o YouTube. Claro que o mocinho não se conteve e clicou para assitir a um clipe infantil. Pouco depois, começou a magia da intuitividade: ele percebeu que ao lado da tela de exibição haviam outras imagens com mais personagens de desenhos e seus clipes. Ato contínuo, ele começou a clicar e fazer as suas próprias escolhas de entretenimento.

Final de semana passado, sentei ao lado do Logan enquanto ele jogava, o Max estava no meu colo e sem perder um segundo, colou os olhos no irmão e começou a dar risada. Pronto! Agora o Logan vai ensinar o irmão de 6 meses de idade a jogar e navegar na internet.

Qual o próximo passo? Não sabemos. Mas será ótimo descobrir o que mais ele aprontará nessas férias aqui em casa.

camilaCamila Dias é uma gaúcha que mora em São Paulo. Ex professora, cursou Magistério e Letras, largou a profissão mas continua adorando crianças. Atua profissionalmente na área administrativa, concilia a vida entre carreira profissional, dona de casa, mãe do Max, madrasta do Logan e cúmplice de Flavio F. Soares.
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A tirinha da semana - 70

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A tirinha da semana - 69

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ECA: 20 anos distante da era digital

Artigo publicado no site da Fundação Abrinq, citando como fonte a Folha de São Paulo

ECA faz 20 anos sem contemplar novas tecnologias

Entre conquistas e desafios, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) completa 20 anos nesta terça-feira, dia 13.

O conjunto de leis cujo objetivo é a proteção integral da criança e do adolescente tem como obstáculo principal a ser enfrentado a inclusão da internet e das novas tecnologias na rede de segurança dos menores.

“O ECA não contemplou um sistema de proteção que alcance o tráfico de imagens, a pedofilia, a pornografia e outros abusos que existem na internet” diz Mário Volpi, o gerente de projetos da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Por outro lado, Volpi acha que o estatuto promoveu novas metodologias com o uso da tecnologia, para fortalecer processos educativos.

Pais devem ficar atentos: a atual geração de jovens utiliza maciçamente comunicadores instantâneos, salas de bate-papo e, principalmente, redes sociais.

Existem várias maneiras de monitorar, de forma sadia, as atividades dos filhos no computador. Nos sites fss.live.com e k9webprotection.com há dicas e ferramentas para acompanhar os sites visitados por crianças e adolescentes, as imagens vistas na web e até tudo que é digitado no micro.


A tirinha da semana - 68

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Educação inclusiva: Brasília no caminho certo

Este texto, da colunista de política do Jornal de Brasília, Margrit Schmidt, me foi enviado pela amiga Katia Gontijo, que recentemente mudou-se para a capital federal com seu filho Mateus.

Nele são falados os aspectos positivos da educação pública inclusiva praticada na cidade (bem como seus aspectos negativos). É claro que nem tudo são flores e o trabalho realizado em Brasília não é perfeito, mas, é inegável dizer que, pelo que a jornalista expõe, no que diz respeito à inclusão, o ensino público na capital brasileira está muito mais desenvolvido que em lugares como São Paulo, por exemplo.

Brasília Especial

Brasília

Brasília

Brasília aos cinqüenta anos é a capital onde se vive melhor dentre as grandes cidades brasileiras, como foi recentemente atestado no ranking periódico do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Há problemas, muitos, não resta dúvida. E os mais graves, como se sabe, estão na esfera da política. A cidade não conseguiu eleger dirigentes que reúnam boa gestão com honestidade e ética. Certamente há os éticos e honestos, como também já tivemos bons formuladores de políticas públicas. Mas, o conjunto da obra ainda precisa de infindáveis consertos para que a cidade agregue resultados no longo prazo e consiga usufruir do desejável círculo virtuoso da boa gestão.
Um dos exemplos de formulações de políticas públicas avançadas em conceitos e concepções em direção a valores caros à democracia, a cidadania, a ética e ao senso de justiça social pode ser observado na área educacional. Na criação da capital lá estava o professor Darci Ribeiro a escancarar suas radicais e necessárias idéias sobre democracia e educação. O compromisso com a educação como um ideal, portanto, já estava nas origens da nova capital. As virtudes, assim como os vícios têm a capacidade de se infiltrar nos organismos vivos, biológicos ou sociais. O senador Cristovam Buarque (PDT), ex-governador, fez aqui o Bolsa Escola e continua na sua atividade parlamentar sublinhando as qualidades de uma boa educação, martelando a necessidade de inocular o vírus da educação universal pública.
São dois nomes que inegavelmente deixaram um legado à cidade e ao sistema educacional, traduzido nas pessoas: professores, diretores, merendeiras, faxineiros, em todos os envolvidos com a escola. Um aspecto que chama a atenção no sistema educacional de Brasília, herança virtuosa de Cristovam e Darci, é a educação inclusiva. A educação inclusiva é um dos mais sensíveis exemplos de como as instituições sociais e o Estado aplicam os valores que condicionam o respeito à dignidade humana ao respeito à diversidade, base das sociedades democráticas. A aceitação do aluno portador de necessidades especiais por todo o ambiente escolar é uma prova da nossa condição de humanidade. Afinal cada um de nós é “diferente”, mesmo parecendo às vezes mais iguais.
O testemunho de uma mãe sobre a Escola Pública para especiais em Brasília dá a medida do quanto avançamos, mas também preocupa, pois a pouca atenção que vem recebendo na atual administração, compromete não só o resultado final: se o descaso persistir, poderá ter desatrosas conseqüências.
O pequeno Mateus, de seis anos, tem Síndrome de Down e está na Escola Classe da 102 Sul onde não se fala de inclusão, a criança já está incluída. A mãe de Mateus diz “o que pude perceber desde o primeiro contato foi que todos os profissionais estão a fim de acolher, de cuidar, de educar. Não existe medo ou receio, não existe dúvida. Existe sim, amor. Quatro vezes por semana ele freqüenta a Escola Classe e uma vez por semana a Escola Parque. Lá ele faz educação física, música e artes visuais. Tudo maravilhoso”, diz a mãe de Mateus, emocionada. Acrescenta que “inclusive, uma vez por semana ele tem atendimento com uma psicopedagoga no horário diferente do curricular, na própria escola.”

Mas os problemas estão aí para desafiar o comprometimento da atual gestão com os avanços. “Nas primeiras semanas, na Escola Parque, começaram a me ligar para que eu buscasse Mateus mais cedo. Incomodada, fui procurar a Diretora, que muito atenciosa, me explicou que não existe um número suficiente de monitores para os especiais”. Para a surpresa mãe de Mateus, a Secretaria de Educação contratou monitores para todo o Plano Piloto mas ” esqueceu” da Escola Parque. “Os profissionais só no final do segundo semestre virão para o Plano”, disse a diretora.
Admirada com a excelência da escola, a mãe descobriu que a oftalmologia também faz parte dos serviços da Secretaria de Educação. Mas veio a decepção. Prometidos para vinte dias após a consulta, os óculos ainda não estão prontos e não há previsão. Inconformada pelo descaso com os meios para que as crianças sejam realmente atendidas num sistema tão valioso e sofisticado, a mãe do menino diz que as verbas precisam ser urgentemente liberadas pelo governador, pois já está faltando gás para a merenda e também material escolar. É uma pena.

Em tempo: em 09/06/2010, a mãe informou que a Escola Parque já contava com os monitoes em seu quadro de funcionários. Quanto aos óculos, estes ainda não haviam sido providenciados. (itálico do blogueiro)


1º Concurso Internacional Down TV de curtas

O texto à seguir, escrito por Lucio Carvalho,  foi publicado em 2 de julho de 2010 no site Inclusive

downtvCriada em abril de 2010, a partir de um projeto da ONG internacional Invest for Chidren, a Down TV, primeiro canal audiovisual temático sobre a síndrome de Down do mundo, acaba de lançar o 1º Concurso Internacional Down TV (clique para ver o regulamento em inglês) de curtas sobre a síndrome de Down, que recebe inscrições até o final do ano.

Caracterizado como um canal interativo feito a partir de produções autônomas e de reportagens especiais, o canal busca reunir material audiovisual sobre diversas temáticas relacionadas, como educação, esporte, lazer, vida independente e sexualidade. O site conta ainda com um blog para troca de informações entre os participantes e está acessível em vários idiomas, entre os quais o português.


A tirinha da semana - 67

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A tirinha da semana - 66

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